Foi uma vitória do bom senso, depois de uma longa luta durante a qual o agronegócio sofreu pressões gigantescas. Foi uma vitória importante, em que prevaleceram os interesses nacionais. Um quórum de maioria absoluta refletiu os anseios da maioria dos brasileiros. E deve fazer com que todos reflitam com cuidado redobrado, pois a pressão para não aprovar foi da maior grandeza. - Agora a matéria vai ser apreciada no Senado, onde existe espaço para melhorar o texto. Apesar de equilibrado, pode e deve ser melhorado. Esperamos que as mudanças não representem recuos no que diz respeito às questões fundamentais, de forma a assegurar paz e tranquilidade aos milhões de produtores de alimentos, trazendo segurança jurídica ao campo.
Acreditamos que no Senado exista espaço para acalmar os ânimos, para uma reflexão sobre tudo o que aconteceu e que colocou o governo contra milhões de brasileiros. Acreditamos que exista espaço para entender como algumas ONGs e "ambientalistas xiitas" em nome do verde tentaram encobrir a verdade, levaram a presidente da República a assumir posição a partir de premissas falsas. Conseguiram influenciar parte da imprensa, planfletaram e fizeram shows de motosserra ao vivo na Câmara, anúncios de página inteira nos principais jornais do país e ao final ficaram com 63 votos dos 474 deputados que participaram da votação.
Duas correntes de forças pressionaram o governo, levando-o a uma derrota fragorosa. A primeira formada por um grupo de ONGs, especialmente as estrangeiras a serviço dos produtores norte-americanos e europeus. A segunda, formada por "ambientalistas xiitas", que acreditam que intimidar, acuar, punir e criminalizar o produtor rural é o caminho para salvar o meio ambiente. Nivelar produtores rurais, trabalhadores, honestos, chefes de família, com bandidos desmatadores que atuam à margem da lei não tem o menor sentido, e foi isto que a votação na Câmara expressou.
A imensa maioria dos produtores rurais é composta de brasileiros sérios, desde os que se utilizam das tecnologias de ponta e praticam uma agricultura de precisão, fazem o plantio direto, até o pequeno produtor de leite que levanta de madrugada e tira leite de suas poucas vacas para vender, entregando entre 50 a 100 litros por dia, trabalhando 365 dias por ano com sua família para obter uma renda de subsistência. Entre estes limites extremos, milhões de produtores rurais estão trabalhando duro, preservando suas nascentes, seus riachos, córregos e rios, suas florestas. Estes sim, são os verdadeiros ambientalistas.
Com informações CNA! Geosolo! |