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FAEA debate novo Código Florestal
Instituições ambientais, produtores rurais e políticos amazonenses participaram de uma audiência pública para discutir as formas de contemplação do novo Código Florestal Brasileiro para o Estado. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, ressalta que a atual legislação florestal coloca 90% dos 120 mil produtores rurais ribeirinhos na ilegalidade.

Segundo ele, caso o novo código não seja readequado milhares de ribeirinhos serão expulsos das terras que habitam e produzem porque a atual lei exige tal manobra. “Se forem expulsos, para onde vão? Se for assim haverá também um inchaço populacional na capital e aumento da miséria porque o pequeno produtor sairá do interior e virá para a Manaus mendigar”, afirmou.
Muni Lourenço disse que a recuperação das áreas degradadas e o uso do solo já utilizados são outros pontos que ficaram de fora do documento. Conforme o dirigente da FAEA, o Amazonas tem 140 mil produtores rurais, sendo 120 mil apenas nas áreas de várzea. Segundo ele, os produtores do Estado têm procurado adotar novas medidas de preservação, mas querem retorno do poder público com orientações e sugestões de novas tecnologias.

Entre os órgãos que participaram da audiência estão o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e entidades estudantis. O relatório da discussão ainda não tem data para ser encaminhado a Brasília-DF.

Com informações CNA!

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