| Ibama aplica R$ 34 milhões em multas dentro de reserva em Rondônia |
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A megaoperação do Ibama realizada na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia, já rendeu pelo menos R$ 34 milhões em multas ambientais. A maior parte das autuações foi aplicada a agropecuaristas que destruíram grandes áreas de floresta dentro da reserva, que é uma das mais devastadas do país. No início de junho, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador de Rondônia, Ivo Cassol, assinaram um acordo para trocar parte da Floresta Nacional do Bom Futuro, que é federal, por áreas de preservação estaduais. Cassol exigia a permuta para liberar a construção da usina hidrelétrica de Jirau, que irá encobrir parte de uma reserva estadual. Carro queimado Desde maio, quando o Ibama chegou à área, 370 criadores de gado foram notificados para deixar o local. “Estamos cumprindo uma decisão judicial que determina que o criador seja notificado e seja dado um prazo de 180 dias. A partir desse prazo, o gado pode ser apreendido”, informa Volnei. “Já saíram muitos animais, mas depois desse acordo, houve uma parada na saída do gado.” Invasão histórica A reserva de Bom Futuro foi criada em 1988. Segundo Volnei, as primeiras invasões começaram sete anos depois. Imagens de satélite fornecidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) mostram que em 1989 a mata estava intacta (veja infográfico abaixo). “Todo mundo entrou depois da criação, e todo mundo sabendo que a reserva existia”, informa o chefe da reserva. Atualmente, calcula-se que pelo menos 3 mil famílias e 30 mil cabeças de gado estejam dentro da área que deveria estar protegida. Um levantamento do Sipam revela que, em 2008, a Floresta Nacional do Bom Futuro sofreu um desmatamento de 93 quilômetros quadrados. Somada toda a floresta que já foi derrubada lá ao longo da história, descobre-se que 28% da área de mata da reserva foi embora sobre caminhões de madeira ou nos fornos de carvão. Lancepress! |
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