| Kátia Abreu defende amplo debate sobre meio ambiente |
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A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil, defendeu um debate amplo sobre meio
ambiente no Brasil durante exposição na 2ª edição do Ethanol Summit,
cúpula internacional que está sendo realizada em São Paulo pela União
da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Segundo ela, cientistas de
todas as tendências, pesquisadores de órgãos do governo, como a
Embrapa, produtores rurais e representantes de todos os segmentos da
sociedade, devem formar parte da discussão.
“O debate não pode permanecer fechado, temos de discutir este assunto de forma madura e racional”, afirmou. Integrante da mesa de debates “Biocombustíveis: crescendo sem desmatamento”, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) disse que é perfeitamente possível expandir a produção de etanol sem atingir a região amazônica. Para isso, basta aumentar a produtividade dentro das terras já destinadas à cana, cerca de 8,3 milhões de hectares, ou quase 1% do território brasileiro. Principal representante do agronegócio brasileiro no encontro, a presidente da CNA reafirmou que a agenda do produtor rural exclui o desmatamento. “Não estamos discutindo desmatamento, o Brasil tem terras agricultáveis em volume suficiente. Podemos garantir a produção de alimentos e aumentá-la sem a necessidade de desmatar um só palmo de chão" informou. Ela ainda reforçou seus argumentos explicando que as condições climáticas e o solo da Amazônia não são compatíveis com as características do plantio de cana-de-açúcar. Apesar da disposição de não desmatar, os produtores rurais convivem com uma legislação ambiental equivocada e que precisa ser mudada para atender as determinações da Constituição e promover a regularização do campo. Para a senadora, "é urgente e relevante mudar o Código Florestal, uma lei impossível de ser cumprida que ameaça e criminaliza o produtor rural e não serve para proteger o meio de ambiente". As Assembléias Legislativas, de acordo com o artigo 24 da Constituição Federal, é que devem definir os pontos específicos de um novo Código Florestal para o Brasil, afirmou, acrescentando que apenas os princípios gerais da legislação ambiental devem ser traçados pela União. “As peculiaridades de cada região serão definidas com precisão e equilíbrio nas legislações estaduais", afirmou a senadora, lembrando que devemos pensar se o mais correto é reduzir a quantidade de alimentos que produzimos. "Cabe à sociedade escolher, com responsabilidade e sensatez, o caminho que devemos trilhar", afirmou a senadora. A presidente da CNA expressou com firmeza suas opiniões sobre todos os temas em debate, incluindo o aquecimento global, assunto dos mais polêmicos da agenda ambiental. “Na questão do aquecimento global, acredito que devemos separar, sem confundir, causas e efeitos, verdades cientificamente comprovadas e afirmações sem aval da Ciência”, disse. Na avaliação da presidente da CNA, “só assim, ela acha que vamos participar do debate com isenção, segurança e honestidade”. Ela assegurou que não é certo garantir, por exemplo, que o homem é que está causando as tormentas climáticas, uma vez que há inúmeras dúvidas a este respeito. “Acredito que o melhor para todos nós é buscar mais informação", opinou. “A democracia funciona melhor com mais informação, mais debate e mais liberdade”, concluiu.Terça, 2 de junho de 2009, 11h14 CNA! |
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