Agenda legislativa: Cooperativas pedem apoio em discussões ambientais
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O Brasil pode aumentar a produção agropecuária, inclusive de carne, sem aumentar os impactos ambientais como o desmatamento, diz o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) Paulo Barreto. Ontem (4), o Ministério da Agricultura divulgou a projeção de que o país será responsável por quase metade do mercado mundial de carnes.
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Kátia Abreu defende equilíbrio entre preservação ambiental e produção de alimentos
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), afirmou que os produtores rurais se recusam a discutir a questão ambiental desatrelada da questão relativa à produção de alimentos. Falando ao Plenário, nesta terça-feira (30), ela explicou que esses dois setores têm que caminhar juntos. Segundo disse, a preservação ambiental é necessária, mas é preciso que o país possa garantir a produção de alimentos para a população.

Kátia Abreu classificou como desmatamento a ação daqueles que "arrancam a cobertura original e largam aquelas terras ao vento", observando que não foi isso que os agricultores brasileiros fizeram.

- Substituímos a cobertura original por empregos, por exportação, por PIB [Produto Interno Bruto - disse a senadora.

A senadora afirmou que a agricultura é, hoje, o único setor da economia brasileira que mantém a balança comercial superavitária. Segundo disse, é graças ao agronegócio que o Brasil está exportando mais produtos agrícolas do que o que compra de outros países.
Kátia Abreu ressaltou que a questão ambiental é uma preocupação mundial, que envolve a todos. Ela destacou que sua importância não está apenas no que se relaciona à manutenção da vida hoje, mas, principalmente, na sua preservação para as gerações futuras.

- O que nós agricultores do Brasil queremos é que esse assunto não seja tratado como uma religião, como um dogma - explicou a senadora. - O meio ambiente é um tema da maior importância para o Brasil, não pode ser tratado como um monopólio de apenas meia dúzia de pessoas.
A senadora Kátia Abreu afirmou que essas pessoas não querem compreender que o Brasil hoje está, praticamente, dividido ao meio, com 53% de cobertura original e 47% destinados à produção de alimentos, dirigidos às cidades. Segundo disse, os produtores agrícolas estão empenhados em manter essa situação, defendendo o desmatamento zero.

- Não vamos mais desmatar, não precisamos mais desmatar - disse a senadora. - O que temos hoje, aplicando tecnologia, é suficiente para aumentar a produção de comida. Queremos, sim, metade do Brasil com a cobertura original, mas queremos manter a outra metade em produção de alimentos.

Kátia Abreu defendeu mudanças no Código Ambiental que facilitem a produção de alimentos. Ela afirmou que isso não significa incentivo ao desmatamento. A senadora disse que a proposta dos produtores agrícolas contempla o desmatamento zero, bem como, a recomposição e regularização das áreas de produção.

- Vamos recompor as matas ciliares e trazer os serviços ambientais para compensar aqueles produtores que querem preservar o meio ambiente - disse Kátia Abreu.

Quarta, 01 de julho de 2009, 13h48.

Assessoria da senadora Kátia Abreu. Colaboração Agência Senado

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Fonte: CPTEC

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